Esta semana estava trabalhando quando resolvi fazer uma pequena pausa.
Fui até a copa pensando em comer alguma coisa com menos glúten, ou até
mesmo com menos sódio.
Pensando assim só me restaria um copo com água. Mas, continuei procurando algo que enfim eu pudesse mastigar.
Eis que me aparecem pequenas torradinhas. Tais torradinhas com o mesmo
formato daquelas que minha mãe fazia para não precisar comprar pão,
mesmo eu sabendo que não era por uma opção de não querer ir à padaria
mais sim porque não tínhamos tanto dinheiro assim.
Malditos marqueteiros eles sabem mesmo nos seduzir, nos reportam aos
nossos dias de vacas magras ou para um tempo onde a felicidade não era
representada por cartões de credito, ipods ou pão com nutela.
Pois bem! Em homenagem a minha mãe guerreira, optei pelas inocentes
torradinhas que de semelhantes às de minha mãe só tinha mesmo o formato.
Mas como toda embalagem de snak e fatura de cartão de crédito sempre
jogam no mesmo time. Só depois de comer é que fui constatar que acabara
de comer algo com sabor sintético.
Pô! Sintético? Depois de botar fé naquela embalagem toda verde com uma
apelação sustentavelmente correta é que fico sabendo que se tratava de
um sabor sintético?
É por estas e outras que eu gostaria de um mundo mais... Um, um mundo
menos... Um mundo sei lá! Ficarei com este desfecho sintético mesmo.
Adilson França
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