terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Por um mundo mais... Por um mundo menos... Sei lá...

Esta semana estava trabalhando quando resolvi fazer uma pequena pausa. Fui até a copa pensando em comer alguma coisa com menos glúten, ou até mesmo com menos sódio.

Pensando assim só me restaria um copo com água. Mas, continuei procurando algo que enfim eu pudesse mastigar.

Eis que me aparecem pequenas torradinhas. Tais torradinhas com o mesmo formato daquelas que minha mãe fazia para não precisar comprar pão, mesmo eu sabendo que não era por uma opção de não querer ir à padaria mais sim porque não tínhamos tanto dinheiro assim.

Malditos marqueteiros eles sabem mesmo nos seduzir, nos reportam aos nossos dias de vacas magras ou para um tempo onde a felicidade não era representada por cartões de credito, ipods ou pão com nutela.

Pois bem! Em homenagem a minha mãe guerreira, optei pelas inocentes torradinhas que de semelhantes às de minha mãe só tinha mesmo o formato.

Mas como toda embalagem de snak e fatura de cartão de crédito sempre jogam no mesmo time. Só depois de comer é que fui constatar que acabara de comer algo com sabor sintético.

Pô! Sintético? Depois de botar fé naquela embalagem toda verde com uma apelação sustentavelmente correta é que fico sabendo que se tratava de um sabor sintético?

É por estas e outras que eu gostaria de um mundo mais... Um, um mundo menos... Um mundo sei lá! Ficarei com este desfecho sintético mesmo.

Adilson França

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