Motivado pela Semana Santa procurei ponderar ao máximo nos últimos dias, evitando assim qualquer juízo de valor e desgastes desnecessários, e poder contemplar esta semana de oração.
Mas, Como sempre existe um mas! Aquilo que seria apenas oração e ponderação virou observação e acabei exercitando algo que um professor pelo qual tenho muita estima disse: “toda pesquisa nasce do exercício da observação, da quantificação e da qualificação dos dados obtidos e/ou capturados. Feito isso qualifique e disserte sobre”. Se não foi isso, foi quase isso.
No período de 12/04/14 a 17/04/14, foram observadas 350 pessoas sendo 256 mulheres (73,14%) e 94 homens (26,86%), e foram observadas coisas simples como: quantas pessoas faziam uso de cortesia (olá, bom dia, boa tarde, boa noite e obrigado), solicitação de orientações e dificuldades na aplicação do que foi orientado.
Pode ser verificado que apenas 85 pessoas fizeram uso da cortesia, e desta parcela 15 necessitaram de algum auxílio meu ou de algum colega, e apenas 3 destes tiveram alguma dificuldade em executar o que foi orientado.
Do outro lado, pode-se observar 265 pessoas que não fizeram uso da cortesia, e desta parcela 120 necessitaram de algum auxílio meu ou de algum colega, e 84 pessoas deste total tiveram alguma dificuldade em executar o que foi orientado.
Creio que o objeto estudado já deve ter passado pela cabeça de alguém em mensurar quantas pessoas abrem mão da cortesia, da gentileza e/ou humildade nas relações cotidianas ou só fazem uso destas práticas por mero utilitarismo. E após esta minúscula observação sinto minhas impressões endossadas a sobre a autonomia de elevado nível de educação e intelectualidade da pequena parcela de usuários desta prática tão simples de se ensinar, e mais simples ainda de se aprender.
Seja gentil de forma gratuita e faça da sua vida algo mais bonito de se contemplar e mais prazeroso de se envolver.
Adilson França
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